terça-feira, 22 de abril de 2025

.cadê você.


Cadê você,  

Que em meus sonhos aparece,  

Mas ao despertar desaparece?  

Teu corpo é um eco,  

Um rastro de calor que fica,  

Quando a noite me consome.  

Em devaneios, te encontro,  

Pele suada, cheiro quente,  

Teus dedos deslizam em meu pensamento.  

Mas ao abrir os olhos,  

Só resta o vazio ao meu lado,  

E o desejo que me envolve.  

Cadê você,  

Que me faz gemer em noite fria,  

Mas some ao raiar do dia?  

Te quero aqui,  

Não só em sonhos distantes,  

Mas em carne, em chama, em desejo.

Vem, desfaz o feitiço,  

Transforma devaneios em vida,  

E que o nosso prazer seja eterno.

Cadê você, 

Vem, apareça. 

Como uma nuvem nua,

Chega e fica em corpo molhado.

Apareça e desnuda todo teu ser

E vamos gozar infinitamente na loucura.

Cadê você?

quinta-feira, 10 de abril de 2025

.despindo desejos.

.despindo desejos.  

 


Tirou toda tua roupa como quem desabrocha a noite,  

cada peça, é uma estrela que cai,  

cada desejo, um segredo desfeito.  

Minhas mãos tremem não de ansiedade, mas de excitação,  

este é o ritual sagrado do teu prazer.   

O vestido escorre pelos teus quadris  

como sombra que foge da luz,  

e eu, devoto do teu corpo,

de tuas ousadias,

assisto ao milagre, atento. 

O arrepio dos teus seios ao toque do ar,  

a curva da tua cintura que desafia as minhas mãos,  

o umedecer do teu ventre  

antes mesmo de me tocar.  

Não há pressa aqui,  

cada peça no chão é um verso,  

cada suspiro teu, uma sílaba 

do poema que escrevemos  

com a boca,  

com o fogo, 

do desejo e prazer 

de despir de todo desejo

entregue ao profano 

com a entrega total.