quinta-feira, 10 de abril de 2025

.despindo desejos.

.despindo desejos.  

 


Tirou toda tua roupa como quem desabrocha a noite,  

cada peça, é uma estrela que cai,  

cada desejo, um segredo desfeito.  

Minhas mãos tremem não de ansiedade, mas de excitação,  

este é o ritual sagrado do teu prazer.   

O vestido escorre pelos teus quadris  

como sombra que foge da luz,  

e eu, devoto do teu corpo,

de tuas ousadias,

assisto ao milagre, atento. 

O arrepio dos teus seios ao toque do ar,  

a curva da tua cintura que desafia as minhas mãos,  

o umedecer do teu ventre  

antes mesmo de me tocar.  

Não há pressa aqui,  

cada peça no chão é um verso,  

cada suspiro teu, uma sílaba 

do poema que escrevemos  

com a boca,  

com o fogo, 

do desejo e prazer 

de despir de todo desejo

entregue ao profano 

com a entrega total. 


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