.despindo desejos.
Tirou toda tua roupa como quem desabrocha a noite,
cada peça, é uma estrela que cai,
cada desejo, um segredo desfeito.
Minhas mãos tremem não de ansiedade, mas de excitação,
este é o ritual sagrado do teu prazer.
O vestido escorre pelos teus quadris
como sombra que foge da luz,
e eu, devoto do teu corpo,
de tuas ousadias,
assisto ao milagre, atento.
O arrepio dos teus seios ao toque do ar,
a curva da tua cintura que desafia as minhas mãos,
o umedecer do teu ventre
antes mesmo de me tocar.
Não há pressa aqui,
cada peça no chão é um verso,
cada suspiro teu, uma sílaba
do poema que escrevemos
com a boca,
com o fogo,
do desejo e prazer
de despir de todo desejo
entregue ao profano
com a entrega total.

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