segunda-feira, 13 de outubro de 2025

.desenho imaginário.

.desenho imaginário. 

em meus devaneios
teu corpo nu se desenha
imagino 
linhas perfeitas
numa folha em branco 
pele que brilha
sob a luz do dia
curvas que invadem
meus pensamentos
desejos insanos
vou desenhando
risco lentamente 
imagino mãos
lábios, pele, seios
tua buce...
tua boca molhada
tua nuca suada
pigando sensações
rabisco desejos
que teu corpo mostra 
em curvas sinuosas 
e como faço em
teu gozo
me ensina, me mostra
assim saberei 
desenharei 
teus gemidos
arrepios, suspiros
teus sussurros 
no pé do ouvido
se contorcendo 
aos toque
teu corpo nu
uma verdadeira arte
tua ousadia
a arte das artes.


terça-feira, 7 de outubro de 2025

.teus desejos profanos.

.teus desejos profanos. 
teus desejos
tão profanos
nos provocam
unem, queimam
pouco importam
tua boca
é um convite
tua pele
pede ousadias
teus olhos
são faróis
tua voz
cheio de desejos 
teus passos
que enlaça 
teus braços
me lança
teus desejos
são tesões
rompem grades
fazendo ou não
e nos provam
que o prazer
é só começo
de um viver.

domingo, 5 de outubro de 2025

.rosa e o vinho: teus ins'tintos tão sacanas.

.rosa e o vinho: teus ins'tintos tão sacanas. 

há uma rosa

tão íntima em ti

que desliza em cada curva

do teu corpo nu

pétalas de desejo

sob a luz do sol

segue o ritmo dos prezeres 

sem precisar parar

e o vinho que te acompanha

vermelho e sensual,

embriaga os sentidos

num ritual ancestral

acompanha ma taça devassa

tu dança nua

livre e serena

ou voraz excitada 

entre a brisa e o fogo

que a pele acena

cada movimento é um verso

cada suspiro um segredo

enquanto a rosa desliza

pelo teu corpo feito puta

a natureza se rende

ao teu desejo insano

e o mundo para

nesse instante profano

pra ver tua ousadia

es flor e fruto

vinho e sede

um poema vivo

que ao prazer se dedica

para os santos gozarem 

com vontade. 


terça-feira, 19 de agosto de 2025

.sem véu, sem lei.

 .sem véu, sem lei. 


nua de pecados

arquejo sob teus prazeres

flor de carne aberta

teu corpo é um grito

que tua boca devora

santa profana

sem pudor, sem véu

tuas pernas escrevem

desejos do teu ventre

desejo cru

líquido e animal

latejo entre teus dedos

pele de blasfêmia

salgada por línguas íntimas

êxtase extremo 

nos teus pensamentos 

beija o demônio que carrega

e ele tem teu gosto

chamam de puta

de santa, de cadela louca

só não te chamas

de Deusa dos desejos

amanhece

com o cheiro do inferno

entre as coxas.

sábado, 26 de julho de 2025

.sob meu domínio.

 .sob meu domínio.



meus olhos comandam

teu corpo obedece  

ao ritmo do fogo

inclina-se, presa  

ao laço do meu desejo 

não deseje escapar 

minha voz, um rio  

onde te afogo sem medo 

leito de pecados

mordo-te pela nuca

enquanto entrega as costas  

ao meu controle  

faz de mim tua oração 

sussurras de joelhos

enquanto queimas

em prazeres.

domingo, 20 de julho de 2025

.nu, despido.

 .nu, despido. 


pele sob a lua nua

o vento beija os meus demônios 

que só tu conheces  

sem surpresa, sem véus

sem pressa 

teu corpo me chama 

em luz incandescente 

despido de horas

por horas

o tempo perde sua rigidez 

em teu silêncio  

nudez é poema em você  

escrito a carícias 

que leio com os lábios 

tua boca canta 

fantasias que as mãos não alcançam 

só na imaginação 

puro, natural, devasso vasto: 


"pele com pele

somos dois animais soltos  

no cio entre a lua e sol  

teu riso é um vinho  

que me embriaga 

bebo devagar 

meu gozo

tua vitamina 

sussurros 

o vento leva teus gemidos  

entre lençóis

inventamos o nosso mundo 

com a imaginação".

sábado, 12 de julho de 2025

.teu beijo.

 .teu beijo.


carne contra carne 

tua boca, minha boca 

tua saliva em meu pescoço

e o mundo desata

dentes na pele 

marcas do teu desejo

língua em teu umbigo

fogo que desce lento  

inferno nas minhas loucuras

unhas cravando poemas

gemidos escritos em versos 

boca no teu ventre  

beijo que vira chama  

queima por dentro 

súplica e domínio

corpos em guerra e entrega 

venço e me rendo

pele úmida, salgada, mel 

suor escorrendo em rios  

me afogo em você

sem fôlego, sem tempo 

só este instante bruto.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

.altar de prazer.

 .altar de prazer. 


salto alto preto cravado 

no chão, teu desejo firme

calcinha ao chão, ritual

teu olhar desnudada  

de audácia e profanidades 

malícia pura 

passos que dominam  

firmes ao andar  

jogo de poder 

me encurvo a tua ousadia 

olhando em teus olhos  

o reflexo do teu prazer 

me desnudo totalmente

dois corpos, prazeres infinitos 

sem inocência 

mas recolhes cada peça

só pra ver cair de novo 

meu desejo ecoa

"enfeitiça-me de vez

e não me libertes.".

sábado, 14 de junho de 2025

.tuas aventuras.

 .tuas aventuras. 


teu corpo, seu ser

brincante de desejo

tuas mãos desatam  

nós mais secretos  

risco, prazeres  

em mentes vazias  

o risco beija o que mostra 

corpo sem dó 

ventos levam sensações 

mas não apagam teus gritos

ousadia profana

brincas com o fogo  

mostra o que não queima

só derrete, louca  

no corpo, escreves  

com dedos de provocação 

"quer me penetrar agora?"  

desafio a se mesmo  

infinitas loucuras

em prazeres devassos

sem limite

pura exibição

"OS DEUSES SENTEM INVEJA

DA TUA OUSADIA

GOZA EM QUALQUER LUGAR

LIVRE E LEVE".

quinta-feira, 5 de junho de 2025

.teu nome.

 .teu nome.


desejo secreto

teu nome 

te chamo de noite em poesia

que o dia não lê, nem vê

profano e doce 

minha boca em fogo

tua pele santa, puta

meu vício grande

afundo em teu abismo

e nunca me encontro

não é pecado 

se for contigo — só desejo 

do fogo que somos.

sábado, 31 de maio de 2025

.luxúria.

 .luxúria. 


estado bruto

seus movimentos rouba  

meu ar

pulmões em chamas

só teu nome sobra 

presilha de pérolas

apertando o rubro dos seios

dor que vira prazer

lingerie rendada  

sombra e luz jogando

sobre teu fogo/corpo

flor da pele aberta  

ferida de tanto desejo 

sangra profanidades 

teu lábio sedento  

enquanto unhas riscam versos  

intensos e de castigo

sente o suor escorrer

marcando a cintura 

depois, carícia

teu corpo é um rio  

de mel e fúria 

mergulho, afogo-me em ti

mãos que moldam brasa

me torcem em puro espasmo

céu de carne viva

boca que devora  

até o ossos tremer

cinza e pecado novo

teu instinto no chão

presilha aberta

só restam gemidos e nós.  

Luxúria total:  

— nem Deus encontra a gente  

nesse inferno.

.segredos.

 .segredos. 


porque teu toque

não é só pele 

é linguagem

é perguntas 

é desejo

é prazer 

e são respostas  

que só o corpo  

sabe traduzir

mas hoje  

eu me entrego 

te deixo mergulhar

até o fundo

até onde a luz  

já não chega

e só sobram 

os gemidos  

e os segredos

que nunca contei pra ninguém.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

.fogo.

  .fogo.


teus olhos queimam  

como um risco de luz no escuro

minha pele treme

teu toque leve, ousado

dedos que procuram brincar 

prazer entre os pernas

movimento lento 

as curvas do teu quadril

me faz pegar fogo

tua boca diz  

o que as mãos não fazem

beijos no pescoço atiça 

seios rígidos 

nas curvas dos desejos

tua língua escreve 

poesia em chamas

em palmas e em gritos

o corpo treme de prazer. 

quarta-feira, 28 de maio de 2025

.meus demônios.

 .meus demônios.


Tua boca é sagrada

bebendo vinho

meus desejos

que me consagra em pecado

bendito inferno 

boca de fogo   

revelando meus anseios ocultos

tremino em silêncio  

me domina, demônio cruel,  

enquanto meus pensamentos  

viram labaredas 

dentes na minha alma

mordida de puro prazer 

afunda-me mais

és altar e incêndio 

oferenda em chamas vivas 

sacia teu culto

teu gozo

arde até o osso

deixa só cinzas do teu "não" 

renasço em teus braços

meus demônios 

trepando com tudo. 


terça-feira, 27 de maio de 2025

.vem cá.

 .vem cá. 


teu suspiro chama

um ímã de pele

meu corpo é resposta

vem cá 

passo a passo, lento

o espaço entre nós arde

quebra o caminho  

mãos que puxam à cintura

urgência da boca

o tempo desaba

seios contra o peito

batidas acelerada 

dois rios transbordando  

sem palavras

só o gemido

céu feito brasa

vem, devora, fode

até o relógio esquecer  

da existência das horas.


.seu toque.

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sábado, 10 de maio de 2025

.devaneios.


 .devaneios. 


teus olhos faíscam  

e o mundo vira prazer,

só sobram minha boca

nos teus seios, tua nuca.

  

.psicose.

dançando nua no telhado,  

gritando versos em francês,

enquanto eu te admirava  

— um desejo em cada movimento.


.eletro blues.  

beija meu pescoço  

e sinto o gosto do hospício  

que ardeu em 1989.  

Dizem que ainda há gritos  

presos nos becos, ruas.


.auto-retrato do delírio.

pintei meu rosto  

no espelho embaçado.  

Quando a vento passou,  

alguém tinha roubado  

minhas pálpebras.  


.canção de ninar .

dorme, meu anjo,  

o lobo não vem hoje.  

Ele está ocupado  

arrancando as próprias vísceras 

no quintal dos prazeres.  


domingo, 4 de maio de 2025

.CÁRCERE Do desejo.

 .CÁRCERE Do desejo.


teu pescoço cerrado  

na algema do desejo

sagrado e pecado

corrente faz o inverso

te liberta para saciar 

teus desejos ocultos

corpo livre grita 

como que não liga

a dor é prazer

o gemido em cada gesto

o que a boca cala 

ação traduz vícios 

os dedos profanam  

todos os teus santuários 

teu pescoço, nuca

teus seios, tua boca

até tua bunda e buceta

altar de ossos e gemidos

desejo escorre e percorre 

entre perdas e achados

entre tuas pernas

teu corpo é entrega

não há perdão, nem pecado

Entregue, presa para o desejo

profano e divino. 


terça-feira, 22 de abril de 2025

.cadê você.


Cadê você,  

Que em meus sonhos aparece,  

Mas ao despertar desaparece?  

Teu corpo é um eco,  

Um rastro de calor que fica,  

Quando a noite me consome.  

Em devaneios, te encontro,  

Pele suada, cheiro quente,  

Teus dedos deslizam em meu pensamento.  

Mas ao abrir os olhos,  

Só resta o vazio ao meu lado,  

E o desejo que me envolve.  

Cadê você,  

Que me faz gemer em noite fria,  

Mas some ao raiar do dia?  

Te quero aqui,  

Não só em sonhos distantes,  

Mas em carne, em chama, em desejo.

Vem, desfaz o feitiço,  

Transforma devaneios em vida,  

E que o nosso prazer seja eterno.

Cadê você, 

Vem, apareça. 

Como uma nuvem nua,

Chega e fica em corpo molhado.

Apareça e desnuda todo teu ser

E vamos gozar infinitamente na loucura.

Cadê você?

quinta-feira, 10 de abril de 2025

.despindo desejos.

.despindo desejos.  

 


Tirou toda tua roupa como quem desabrocha a noite,  

cada peça, é uma estrela que cai,  

cada desejo, um segredo desfeito.  

Minhas mãos tremem não de ansiedade, mas de excitação,  

este é o ritual sagrado do teu prazer.   

O vestido escorre pelos teus quadris  

como sombra que foge da luz,  

e eu, devoto do teu corpo,

de tuas ousadias,

assisto ao milagre, atento. 

O arrepio dos teus seios ao toque do ar,  

a curva da tua cintura que desafia as minhas mãos,  

o umedecer do teu ventre  

antes mesmo de me tocar.  

Não há pressa aqui,  

cada peça no chão é um verso,  

cada suspiro teu, uma sílaba 

do poema que escrevemos  

com a boca,  

com o fogo, 

do desejo e prazer 

de despir de todo desejo

entregue ao profano 

com a entrega total.