.luxúria.
estado bruto
seus movimentos rouba
meu ar
pulmões em chamas
só teu nome sobra
presilha de pérolas
apertando o rubro dos seios
dor que vira prazer
lingerie rendada
sombra e luz jogando
sobre teu fogo/corpo
flor da pele aberta
ferida de tanto desejo
sangra profanidades
teu lábio sedento
enquanto unhas riscam versos
intensos e de castigo
sente o suor escorrer
marcando a cintura
depois, carícia
teu corpo é um rio
de mel e fúria
mergulho, afogo-me em ti
mãos que moldam brasa
me torcem em puro espasmo
céu de carne viva
boca que devora
até o ossos tremer
cinza e pecado novo
teu instinto no chão
presilha aberta
só restam gemidos e nós.
Luxúria total:
— nem Deus encontra a gente
nesse inferno.

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