segunda-feira, 16 de março de 2026

.momento.

 .momento.

a mão desce

sem pressa

conhece o caminho

é morada

é casa

de olhos fechados

a respiração ofegante 

o corpo alerta 

antes que a acabeça entenda

sinto o pulsar 

o peso do próprio sexo

o calor que sobe

a pele que arrepia

sob os dedos

os poros

o desejo

não só do corpo

mas do encontro

a entrega

o instante em que será

inteiramente...

o pau lateja

as bolas se contraem

a respiração prende

vejo estrelas 

o mundo some

quando o gozo vem

delírios de sensações 

me contorso todo

não é fim

é pausa

é o silêncio

depois da tempestade

é a certeza

de que, por um instante

foi tudo o que podia ser

dos prazeres do momento 

homem, carne, desejo, vida.

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